Dentre mais de 30 atrações que passaram pelos 3 palcos do MADA 2026, selecionamos nossas 5 prediletas
por Luan Vidal
A edição de 2026 do festival MADA chegou ao fim e, em uma de suas edições mais políticas, ficou marcada por ir além do seu natural caráter de riqueza cultural e descoberta de novos artistas, agregando mensagens e manifestos de grande urgência para o momento que vivemos.
O festival é o momento em que, em poucas horas, você pode viajar da periferia do Pará ao interior de Minas, passar por Salvador, pelas ruas de São Paulo e, enfim, se reencontrar em Natal. Todos esses lugares têm algo em comum: na seleção da Cartola, são as terras natais das melhores atrações do festival neste ano, que trouxeram em seus repertórios referências locais capazes de dar características ímpares às performances, impossíveis de serem replicadas por outros artistas. Por isso, para nós, esses foram os destaques da 28ª edição do MADA:
5 – NandaTsunami
Encerrando os shows do segundo dia de festival, NandaTsunami entregou um final digno para uma edição tão memorável. Com seus feitiços em formato lírico e inspirações místicas, a rapper passou pelo repertório de seus dois projetos, “Tsunami Season” e “É Disso Que Eu Me Alimento”, além de sucessos avulsos.
Perto do fim do show, Nanda levantou uma bandeira do Brasil com a frase “Rap contra a direita”. Depois de pedir bis em “P.I.T.T.Y”, mostrou que havia recebido a energia da audiência e, para a surpresa do público, encerrou a apresentação com “ABC da Putaria”, parceria com CAE, Bia Soull e LAI$ROSA, convidando os fãs para subirem ao palco e engajando a plateia.

4 – Taj Ma House
Trazendo o house potiguar para o palco principal do festival, o Taj Ma House apresentou um show riquíssimo culturalmente, tanto para quem já conhece a cena de Natal quanto para quem veio de fora e passou a conhecê-la depois da apresentação.
Com as participações da haus de ballroom Casixtranha e da artista Kaya Conky, o grupo trouxe o groove da Rua Chile e conquistou a audiência com canções já conhecidas pelos frequentadores das festas locais, incluindo as parcerias com VITA e com a própria Kaya.

3 – Marina Sena
Provando que repetir a dose era mais que necessário, Marina Sena chegou pelo segundo ano consecutivo ao festival com um show remodelado e diferente do apresentado na edição de 2025.
Agora com canções do projeto “Marinada” e outros sucessos da carreira, a obsessão nacional se destacou por manter a estética da turnê de “Coisas Naturais” ainda mais engajada com a audiência e também politicamente.

2 – BaianaSystem
Já se sentindo em casa no MADA, o BaianaSystem mostrou mais uma vez por que sua presença é tão celebrada no line-up do festival, entregando um show marcado por discursos contundentes e uma energia que arrastou grande parte da plateia na segunda noite.
O grupo apresentou um repertório focado no trabalho mais recente, “O Mundo Dá Voltas”, além de outras canções que carregam sua habitual crítica social e que, em Natal, ganham outro contexto com a participação da atriz potiguar Alice Carvalho.

1 – Gaby Amarantos
Chegando pela primeira vez a Natal com a turnê do aclamado disco “Rock Doido”, Gaby Amarantos levou ao palco do MADA toda a efervescência cultural da periferia paraense, em uma apresentação que envolveu a plateia do início ao fim.
Trazendo toda a estrutura da turnê para o palco do festival, no show de Gaby, as festas de aparelhagem nunca tiveram uma roupagem tão pop e, ao mesmo tempo, tão fiel. Ela se divertiu com os dançarinos, cantou “Te Amo Fudido” com Leoa, convidou o público para dançar “Foguinho” no palco e entregou uma experiência catártica, que merece o título de melhor show dos dois dias de festival.







